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Saúde

Recém-nascidos devem tomar a vacina que protege contra BCG nas primeiras horas de vida

Publicado em 01/07/2024 às 12:11 Por Redação
No dia 1º de julho, celebra-se o Dia da BCG. Ao nascer, os bebês devem receber, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, uma dose única da vacina BCG, que previne a tuberculose, especialmente nas formas graves da doença, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é conhecida pela pequena marca que deixa no braço, de até 1 cm, visível ao longo da vida.

A vacina é geralmente administrada ainda na maternidade, pelas equipes de saúde. "Temos uma equipe na Central de Imunobiológicos da Prefeitura, a Rede de Frio, que atua de forma itinerante nas maternidades privadas para garantir a vacinação dos recém-nascidos, assegurando que saiam protegidos do ambiente hospitalar. Nos hospitais públicos, há salas de vacina, além de profissionais capacitados para vacinar os bebês que, porventura, não tenham recebido a dose na maternidade", explicou Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa.

Em crianças, a tuberculose é mais comum nas menores de 5 anos. Bebês e crianças pequenas, especialmente aquelas com menos de 2 anos, estão em maior risco de desenvolver formas graves da doença, associadas a uma alta taxa de mortalidade. Pessoas com condições médicas que enfraquecem o sistema imunológico, como aquelas com infecção por HIV, também têm maior risco de contrair tuberculose.

Não é necessário nenhum cuidado prévio para a vacinação. A reação no local da aplicação e a formação de cicatriz são esperadas e não requerem produtos, medicamentos ou curativos. Desde 2019, o Ministério da Saúde não recomenda mais a revacinação de crianças sem a cicatriz da BCG.

"Atualmente, a vacina é indicada desde o nascimento até antes de a criança completar cinco anos – quatro anos, 11 meses e 29 dias –, e para contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase. Essa prevenção é fundamental para evitar as formas mais graves da tuberculose", completou Fernando Virgolino.

A bactéria causadora da tuberculose pode ser transmitida por gotículas de saliva, através de tosse, espirros ou fala. Quando uma pessoa respira as bactérias da tuberculose, estas podem se alojar nos pulmões e começar a crescer, podendo depois se espalhar pelo sangue para outras partes do corpo, como rins, coluna e cérebro.

Aproximadamente um terço da população mundial carrega a bactéria, mas não apresenta sintomas (infecção latente); no entanto, cerca de 10% dessas pessoas provavelmente desenvolverão a doença ao longo da vida e poderão contagiar outras pessoas.

Os sintomas e sinais de tuberculose podem variar conforme a idade, estado imunológico, a parte do corpo afetada e a gravidade da doença. Os sintomas clássicos incluem tosse crônica (duração de 3 semanas ou mais), presença de sangue ou catarro na tosse, dor no peito, febre moderada, sudorese noturna, fraqueza ou fadiga, redução do apetite e perda de peso.
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