"É fundamental que a sociedade civil organizada, o parlamento brasileiro, o Senado Federal, o Fórum de Governadores e o governo federal trabalhem na perspectiva de que o Banco Central possa diminuir essa taxa SELIC de juros. Não tem país que se desenvolva, que sobreviva a uma taxa de juros de 13,75%. O que está em discussão não é a autonomia fiscal no país, mas o cumprimento da constituição. O presidente do Banco Central tem que fazer o que está sob sua responsabilidade em prol do país", disse.
Sobre o arcabouço fiscal, o ministro relatou que o governo dialogou no congresso e espera que seja votado e aprovado na íntegra.
"A nossa expectativa é que nessa semana ou na outra já seja votado. E a nossa expectativa é que seja votado o relatório na íntegra, em função do que foi instruído e ouvido no congresso nacional, dialogando com os presidentes das casas, das bancadas. Esse é um tema muito importante para o país e também muito sensível. Nós temos que aprovar o arcabouço e abrir caminho para a aprovação da reforma tributária, para que o Brasil possa ter saúde fiscal, financeira e poder gerar renda, gerar desenvolvimento", mencionou o ministro.
O arcabouço é a medida proposta como Âncora Fiscal para substituir o teto de gastos, implantado no governo Temer, e que demonstrou inconsistência, já que foram aprovadas exceções ao limite imposto em cinco ocasiões, uma delas para o aumento do Auxílio Brasil às vésperas das eleições 2022.
