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Política

Na Paraíba, ministro de Lula dá alfinetada em Roberto Campos Neto

Atualizada em 13/05/2023 às 19:40 Por Redação
Foto: Reprodução/ YouTube - Portal Atlas
Foto: Reprodução/ YouTube - Portal Atlas
O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da presidência aproveitou a pergunta de um jornalista sobre o arcabouço fiscal para dar uma alfinetada no presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A situação ocorreu durante a plenária do Plano Plurianual (PPA), realizada em João Pessoa neste sábado (13). O presidente Lula, desde assumiu, vem tecendo muitas críticas à gestão de Campos Neto, que foi indicado ainda durante o governo Bolsonaro e chegou a fazer discursos sugerindo uma espécie de sabotagem a seu governo.

"É fundamental que a sociedade civil organizada, o parlamento brasileiro, o Senado Federal, o Fórum de Governadores e o governo federal trabalhem na perspectiva de que o Banco Central possa diminuir essa taxa SELIC de juros. Não tem país que se desenvolva, que sobreviva a uma taxa de juros de 13,75%. O que está em discussão não é a autonomia fiscal no país, mas o cumprimento da constituição. O presidente do Banco Central tem que fazer o que está sob sua responsabilidade em prol do país", disse.

Sobre o arcabouço fiscal, o ministro relatou que o governo dialogou no congresso e espera que seja votado e aprovado na íntegra.

"A nossa expectativa é que nessa semana ou na outra já seja votado. E a nossa expectativa é que seja votado o relatório na íntegra, em função do que foi instruído e ouvido no congresso nacional, dialogando com os presidentes das casas, das bancadas. Esse é um tema muito importante para o país e também muito sensível. Nós temos que aprovar o arcabouço e abrir caminho para a aprovação da reforma tributária, para que o Brasil possa ter saúde fiscal, financeira e poder gerar renda, gerar desenvolvimento", mencionou o ministro.

O arcabouço é a medida proposta como Âncora Fiscal para substituir o teto de gastos, implantado no governo Temer, e que demonstrou inconsistência, já que foram aprovadas exceções ao limite imposto em cinco ocasiões, uma delas para o aumento do Auxílio Brasil às vésperas das eleições 2022.

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