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Policial

Reviravolta: professora foi morta por filho e nora na Paraíba, diz polícia

Atualizada em 25/05/2023 às 12:31 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
Na manhã desta quinta-feira (25), a Polícia Civil da Paraíba convocou uma coletiva de imprensa para fornecer informações sobre as investigações relacionadas ao assassinato da professora Honorina, que comoveu a cidade de Cuité no final do ano passado. Após a prisão inicial do companheiro da vítima, novas evidências apontaram para o envolvimento do filho, um adolescente de 17 anos, e de sua namorada, de 18 anos, levando à apreensão do menor e à prisão da jovem.

Os primeiros detalhes revelados pela polícia trazem luz a essa chocante história. Honorina foi morta no ano passado, como já relatado, no dia 2 de novembro. Seu corpo foi descoberto no dia 5 de novembro, flutuando nas águas do Açude do Cais de Cuité. Seguindo esses fatos, as investigações foram iniciadas, inicialmente focando no desaparecimento da vítima e, posteriormente, evoluindo para um caso de homicídio.

De acordo com o delegado Rodrigo Monteiro, o próprio filho adolescente, em conjunto com sua namorada, planejou e executou o terrível crime contra sua mãe, a professora Honorina. A ação ocorreu dentro do próprio quarto da vítima. Ambos confessaram os detalhes do crime, fornecendo uma descrição minuciosa dos eventos.

Segundo o relato do adolescente, na noite do crime, ele e sua mãe saíram para visitar o cemitério, devido ao feriado de Finados. Ao retornarem para a residência, as imagens mostram o jovem entrando em um imóvel e, posteriormente, saindo de moto para buscar sua namorada. Eles acessaram a casa pelos fundos e, com a ajuda de um celular para iluminar o local, conseguiram entrar.

No quarto, encontraram Honorina sentada em frente ao computador. A namorada do adolescente, identificada como Ana Beatriz, surpreendeu a vítima por trás, tentando estrangulá-la com uma corda. Honorina reagiu, mordendo a agressora, dando início a uma luta corporal. Nesse momento, o filho do casal entrou no quarto e, conforme sua própria declaração, aplicou um golpe conhecido como "mata-leão" na mãe, derrubando-a e causando sua morte.

Após o assassinato, eles saíram da casa e seguiram seu plano para se livrar do corpo. Utilizando o veículo da vítima, eles colocaram os pertences pessoais, roupas e documentos de Honorina em uma mala. Em seguida, abriram o porta-malas do veículo e colocaram o corpo lá dentro. Eles dirigiram até um posto de combustíveis, onde abasteceram o carro de acordo com o plano premeditado.

Posteriormente, eles foram até o Açude de Cuité, onde retiraram o corpo da mala e amarraram pedras em suas mãos. Ana Beatriz desferiu um golpe de faca no abdômen da vítima antes de afundá-la nas águas do açude. Em seguida, retornaram para o veículo, descartaram os pertences da vítima em um campo de aviação e abandonaram o carro em uma estrada que liga os municípios de Nova Floresta e Picuí.

Após os fatos, eles voltaram para casa, entrando pelos fundos do imóvel para evitar as câmeras de segurança. Dormiram normalmente e, no dia seguinte, o adolescente foi para a escola enquanto Ana Beatriz retornou para sua residência.

Durante o depoimento, o próprio adolescente apresentou uma versão em que relatava que sua mãe havia saído de casa para encontrar o pai naquela noite, afirmando que ela estava determinada a terminar o relacionamento, alegando inúmeras brigas entre o casal. Baseado em informações de familiares e conhecidos da vítima, juntamente com o depoimento do menor, foram reunidos elementos que sustentavam a suspeita de envolvimento do pai no crime.

Com base nessas informações, foi solicitada a prisão temporária do pai, liberando o foco das investigações sobre o filho e sua namorada. Após a quebra do sigilo telefônico do adolescente e a análise de câmeras de segurança, chegou-se a eles, que, ao serem presos e apreendidos, confessaram o crime.

Ana Beatriz será indiciada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores, enquanto o adolescente de 17 anos responderá por ato infracional equivalente a homicídio qualificado, ocultação de cadáver e feminicídio.

O desfecho desse caso chocante traz à tona a necessidade de uma reflexão sobre a violência familiar e a proteção das vítimas. A Polícia Civil continua a investigação, buscando todos os elementos necessários para o esclarecimento completo do caso.
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