Essas ecobarreiras, construídas a partir de garrafas pet, são estruturas projetadas para reter resíduos plásticos que são arrastados pela correnteza dos rios. As duas primeiras já instaladas no Rio Jaguaribe, no Bairro São José, apresentam dimensões significativas, com 14 metros de extensão e um intervalo de três metros entre elas. Compostas por uma série de garrafas pet interligadas e parcialmente preenchidas com água, essas barreiras representam uma barreira física eficaz contra o avanço dos plásticos.
No entanto, o diferencial dessas ecobarreiras reside na sua função fitorremediadora. Além de atuarem na retenção dos materiais flutuantes, entre uma barreira e outra serão cultivadas plantas que absorvem os nutrientes presentes no rio, contribuindo assim para a melhoria da qualidade da água. Essa abordagem integrada visa não apenas remover os resíduos plásticos, mas também promover a recuperação ambiental dos ecossistemas fluviais.
Essa iniciativa representa um importante avanço na busca por soluções sustentáveis para enfrentar os desafios ambientais, demonstrando o compromisso das instituições e da comunidade em preservar e restaurar os recursos naturais para as gerações futuras.
