
>Após diversas consultas médicas infrutÃferas, Beata, que é enfermeira, pesquisou incansavelmente e encontrou indÃcios da rara SÃndrome de Dor Regional Complexa (SDRC), resultando em uma consulta com um especialista. Em outubro de 2015, Maya foi diagnosticada com CRPS avançada e submetida a um tratamento experimental de coma induzido por cetamina, que melhorou sua saúde, mas deixou alguns efeitos colaterais. Ela continuou a receber infusões de cetamina para controlar os surtos da doença.
>No entanto, em 7 de outubro de 2016, Maya foi levada à s pressas para um hospital em São Petersburgo devido a uma dor de estômago intensa. Preocupado com seu bem-estar, um membro da equipe médica entrou em contato com os serviços de proteção à criança, resultando em acusações de abuso contra Beata, baseadas na SÃndrome de Munchausen por Procuração (MSP). Embora uma avaliação psicológica tenha comprovado a falsidade dessas acusações, Maya foi separada de seus pais e permaneceu sob custódia do Estado para mais exames e tratamentos.

>Maya e seus pais enfrentaram dificuldades emocionais durante esse perÃodo, com visitas restritas e interrupções constantes por parte dos serviços de proteção à criança. Incapaz de ter contato com seus pais por alguns dias, Maya ficou traumatizada. Além disso, o juiz negou um simples abraço após três meses de separação. Em janeiro de 2017, Beata tirou sua própria vida. Posteriormente, um segundo especialista reconfirmou o diagnóstico de Maya e ela recebeu alta do hospital sob a guarda de seu pai.
>Atualmente, Maya, com 17 anos, está seguindo um plano de tratamento alternativo para seu CRPS, que não envolve cetamina, sob ordens judiciais. Ela passou por fisioterapia intensiva e, gradualmente, conseguiu andar com muletas. No entanto, a natureza imprevisÃvel da doença significa que ela pode ter recaÃdas a qualquer momento, o que gera medo e aversão a hospitais e médicos. Maya está em um relacionamento saudável com um colega adolescente chamado Jon-Luc e está empenhada em contar sua história e a de sua mãe, buscando justiça ao processar o Johns Hopkins All Children’s Hospital, entre outros envolvidos em seu caso.


