“Esta exposição faz parte do nosso edital de ocupação dos equipamentos de cultura. A Casa da Pólvora tem recebido projetos importantes de literatura, teatro, música, dança e artes plásticas. Todos os artistas selecionados passaram por um edital público rigoroso, o que legitima suas produções criativas”, afirma Marcus Alves, diretor executivo da Funjope.
Ele destaca que a Funjope continua comprometida com a valorização da diversidade cultural, abrangendo vários estilos, perfis de artistas e múltiplas linguagens. “A Casa da Pólvora é um espaço privilegiado para o experimentalismo e a criatividade expressiva”, acrescenta.
A artista Ana do Vale compartilha a visão de valorização e explica a origem da mostra. “A exposição surgiu de um projeto de pesquisa do Itaú Cultural para artistas com deficiência. Foi um momento em que eu estava explorando minha identidade como artista e pessoa com deficiência. Utilizo essa narrativa autobiográfica para discutir a experiência de enfrentar a deficiência”, relata Ana do Vale.
Ela ressalta a importância de representar corpos divergentes. “É uma forma de lembrar aos espaços culturais que nós existimos, trazendo uma nova perspectiva sobre a vida de pessoas com deficiência e doenças crônicas”, enfatiza.
A exposição também é um experimento inovador, incluindo audiodescrições poéticas que combinam utilidade e estética. “As audiodescrições são mais agradáveis de ouvir”, avalia Ana do Vale.
Todas as obras terão audiodescrições acessíveis via QR Code e marcações em Braille. Ao final da exposição, será exibida uma animação 2D com todas as ilustrações e suas audiodescrições poéticas.
“Espero que este seja um momento para abordar essas questões e promover o encontro entre pessoas com deficiência que irão participar”, conclui a artista.
